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Notícias na 25 de março

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Como o seu celular rastreia você e o que fazer para evitar isso

O fato de as empresas estarem coletando, armazenando e vendendo informações de localização de pessoas apresenta riscos

Conforme pesquisadores e jornalistas tentam entender como a pandemia do novo coronavírus está afetando o comportamento das pessoas, eles contam repetidamente com informações de localização de smartphones. Os dados permitem uma visão abrangente dos deslocamentos de milhões de pessoas, mas levanta questões problemáticas em relação a privacidade.

Em vários artigos, o The New York Times usou dados de localização fornecidos por uma empresa chamada Cuebiq, que analisa dados para anunciantes e profissionais de marketing. Esses dados vêm de usuários de smartphones que concordaram em compartilhar suas localizações com determinados aplicativos, como os que fornecem alertas meteorológicos ou informações quanto a postos de gasolina próximos. A Cuebiq ajuda os fabricantes de aplicativos a usar tecnologias como o GPS para determinar a localização dos telefones das pessoas e, por sua vez, alguns dos fabricantes de aplicativos fornecem dados à Cuebiq para análise.

Os dados obtidos pelo Times são anônimos e agregados, o que significa que os jornalistas veem estatísticas amplas compiladas por área geográfica - como a distância média percorrida por dia por dispositivos em um setor censitário. O Times não recebeu informações em relação a telefones individuais e não viu o trajeto que qualquer celular percorreu.

Cerca de 15 milhões de pessoas nos Estados Unidos usam aplicativos úteis diariamente e permitem que eles rastreiem sua localização regularmente. Os dados agregados fornecem uma amostra representativa da população, de acordo com trabalhos acadêmicos que estudaram os dados da Cuebiq em diferentes áreas metropolitanas.

Quais são os perigos desses dados?
Embora os dados excluam nomes, números de telefone e outras informações de identificação, mesmo informações de localização anônimas podem ser reveladoras. O Times noticiou a intromissão de tais dados, que podem mostrar detalhes íntimos como idas a consultórios médicos e passeios românticos com parceiros.

O fato de as empresas estarem coletando, armazenando e vendendo informações de localização de pessoas apresenta riscos. Hackers ou pessoas com acesso a dados de localização brutos podem identificar ou seguir uma pessoa sem consentimento, identificando, por exemplo, qual telefone costuma passar um tempo no endereço residencial dessa pessoa.

Diferentes empresas têm abordagens amplamente variadas para lidar com as informações, incluindo a exclusão de grandes partes delas por motivos de privacidade ou a venda de dados brutos sem proteção. Os dados de localização de indivíduos são usados para fins de marketing e análise de fundos de hedge e aplicação da lei. Não existe nenhuma lei federal nos Estados Unidos que limite o uso de informações de localização dessa forma, embora algumas tenham sido propostas. A Cuebiq disse que coleta e armazena dados brutos de localização, mas não os vende.

Quais são os benefícios desses dados?
Os dados de localização de smartphones são usados para fins diversos, mais frequentemente para publicidade direcionada. Por exemplo, as empresas podem exibir anúncios de tênis para pessoas que frequentam uma academia. Empresas como a Apple e o Google usam informações semelhantes para mapear e monitorar o tráfego ou para avisar às pessoas quando as lojas provavelmente estarão ocupadas.

Os fabricantes de aplicativos que vendem os dados dizem que isso lhes permite oferecer aos usuários seus serviços sem cobrar nada.

Durante a pandemia do novo coronavírus, as informações de localização mostraram onde as pessoas estavam seguindo as regras de distanciamento social e para onde elas saíam - permitindo a análise de potenciais pontos críticos. O Times usou esses dados para mostrar que as pessoas de áreas de baixa renda tinham menos probabilidade de permanecer em casa do que as pessoas de locais de alta renda e para demonstrar como o vírus pode ter saído de controle nos Estados Unidos.

Como posso saber se meus dados foram coletados?
Pode ser difícil para as pessoas controlar se e como seus dados estão sendo coletados. Tantos os dispositivos com sistema operacional Android como os iPhones exigem que os aplicativos solicitem aos usuários que habilitem os serviços de localização antes de coletar as informações, mas as explicações que as pessoas veem quando são solicitadas a dar permissão são frequentemente incompletas ou enganosas. Um aplicativo pode dizer aos usuários que conceder acesso à sua localização os ajudará a obter alertas meteorológicos, mas não menciona que os dados serão vendidos. Essa divulgação é
frequentemente disfarçada em uma política de privacidade densamente redigida.

Mesmo com essas revelações, pode não estar claro para os usuários com que frequência as informações de alguém são coletadas e o que elas podem mostrar. Na Europa e na Califórnia, os usuários podem solicitar seus dados. Em outros lugares, as políticas variam de acordo com a empresa.

Você pode solicitar seus dados da Cuebiq ou pedir à empresa para excluir seus dados, independentemente de onde você mora. A Cuebiq vincula seus dados ao chamado ID de publicidade do seu telefone, que é usado por profissionais de marketing e outros para diferenciar os telefones entre si e enviará a você as informações associadas a esse ID. Para evitar que as pessoas obtenham dados nos IDs de outras pessoas, a empresa exige que você baixe um aplicativo que verifica o número e, em seguida, faz a solicitação. Você pode excluir o aplicativo sem afetar sua solicitação. O aplicativo está
disponível tanto para o sistema Android como para o iOS.

Como evitar que coletem meus dados?
Se você quiser evitar que a Cuebiq colete seus dados, a maneira mais fácil é desabilitar o ID de publicidade em seu telefone. Se você desativá-lo, a Cuebiq, e outras empresas, não rastrearão mais o seu dispositivo.

A Cuebiq também fornece várias outras maneiras de cancelar o rastreamento de localização, você pode ter acesso a elas clicando em "Controle" na página de privacidade da empresa.

No entanto, a desativação do banco de dados da Cuebiq não impedirá que suas informações sejam coletadas por uma variedade de outras empresas que coletam e armazenam informações precisas de

localização. Algumas oferecem opções semelhantes, mas nem todas, e é difícil acompanhar a miríade de empresas no setor de rastreamento de localização.

Se você deseja evitar que coletem seus dados de localização por completo, a melhor aposta é avaliar os aplicativos um por um em seu telefone para ver se eles estão coletando mais sobre você do que você gostaria. Impeça que todos os seus aplicativos, exceto os mais importantes, tenham acesso aos dados e permita que eles os obtenham apenas quando você estiver usando o aplicativo. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Magalu, OLX e Klabin: os destaques tech da semana

Confira os principais anúncios das empresas de tecnologia nesta terceira semana de agosto

Magazine Luiza tem trimestre recorde, puxado por resultados do seu comércio eletrônico. OLX anuncia expansão de seu serviço de pagamentos para todo o Brasil. Klabin abre inscrições para seu programa de inovação aberta. Esses são os principais anúncios do mundo da tecnologia e inovação desta semana (17/08 a 21/08), que o Terra separou para você ficar bem informado.

Magalu tem trimestre recorde puxado pelo digital
A empresa varejista Magazine Luiza anunciou seus resultados financeiros do segundo trimestre deste ano na última segunda-feira (17/08) e surpreendeu o mercado. Apesar de ter inúmeras lojas físicas fechadas pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), o período entre abril e junho de 2020 contou com total de R$ 8,6 milhões em itens vendidos.



Magazine Luiza, liderada pelo diretor-executivo Frederico Trajano, teve resultados trimestrais recorde entre abril e junho deste ano
Foto: Reuters

Parte do sucesso apresentado no relatório trimestral foi por conta do braço digital da companhia, que além de contar com site, superapp e marketplace, também opera com os e-commerces Netshoes, Zattini, Época Cosméticos e Estante Virtual. Segundo os dados apresentados, as vendas pelo comércio eletrônico representaram 78,5% das receitas do Magazine Luiza no segundo trimestre financeiro deste ano.

OLX expande serviço de pagamentos para todo Brasil
Após alguns meses de testes, a plataforma de comércio eletrônico OLX anunciou, na última segunda-feira (17/08), que irá expandir a atuação de seu serviço de pagamentos OLX Pay para todo o Brasil.

O usuário que utilizar a nova funcionalidade para vender ou comprar algum artigo dentro da plataforma possui algumas vantagens, como, por exemplo, pagamento parcelado em até 12 vezes no cartão de crédito e o recebimento do valor da comercialização dos produtos em até 24 horas.

Até então, apenas usuários com sistema operacional Android conseguirão utilizar o OLX Pay. A perspectiva, segundo a empresa, é de que a nova funcionalidade seja incorporada tanto na sua plataforma web, quanto no sistema operacional da Apple, o iOS, nos próximos meses.

Klabin abre chamada para seu programa de inovação
As inscrições para o programa de inovação aberta da companhia produtora de papel Klabin, o Pitch Day, estão abertas até o dia 19 de setembro deste ano. A nova edição da iniciativa tem como mote a sustentabilidade e a economia circular.



A fábrica da Klabin, em Telêmaco Borba, no Paraná, é um dos complexos industriais da companhia
Foto: Agilberto Lima / Estadão

A Klabin, nesse novo Pitch Day, procura parceiros de negócios que consigam auxiliá-la na resolução do desafio da destinação de resíduos sólidos na produção de celulose das fábricas de Telêmaco Borba e Ortigueira, no Paraná.

As inscrições podem ser feitas no site https://inova.klabin.com.br/programas/klabin-pitch-day/uso-de-dregs.php, onde há mais informações sobre o processo seletivo.

Bitcoin atinge maior valor em 13 meses

O bitcoin atingiu nesta segunda-feira o nível mais alto em 13 meses, aumentando um rali que mais do que triplicou a cotação da moeda virtual desde março.



Representação virtual do bitcoin. 13/3/2020. REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

A criptomoeda subia 4,4%, a 12.424 dólares, maior valor desde julho de 2019. O bitcoin subiu mais de 70% este ano, tornando-se um dos ativos de melhor desempenho.

A queda nas taxas de juros e os enormes programas de compra de títulos por bancos centrais em todo o mundo aumentaram a demanda pela criptomoeda, vista por alguns investidores como uma proteção contra a inflação devido ao seu fornecimento limitado.

(Fonte: Reuters) - 17/08/2020
VERO INTERNET COMPRA PROVEDOR DO RS E SOMA 320 MIL CLIENTES EM SUA BASE DE BANDA LARGA

A operadora comprou o grupo INB Telecom, que atua na região metropolitana de Porto Alegre e em cidades litorâneas do Rio Grande do Sul, e conta com mais de 78 mil clientes.

A Vero Internet, que tem o fundo de private equity Vinci Partners como investidor, acaba de fechar mais uma aquisição de ISP. Dessa vez, assumiu o controle do grupo INB Telecom no Rio Grande do Sul, que atua na região metropolitana de Porto Alegre e cidades litorâneas do estado. Pelo sistema da Anatel, a operadora adquirida registra 51 mil clientes em sua base, mas segundo o CEO da Vero, Fabiano Ferreira, a aquisição envolveu uma base de mais de 78 mil clientes incorporados.

” Continuamos compradores. Estamos olhando aquisições em todas as regiões do país”
FABIANO FERREIRA, CEO DA VERO INTERNET

Segundo o executivo, a Vero, que é resultado da aquisição de oito provedores de internet no interior de Minas Gerais, atingindo 49 cidades, no início de 2019, continua com a estratégia de oferecer internet de alta velocidade para o interior do país, em cidades com menos de 150 mil habitantes e vai acelerar o seu crescimento. Embora não divulgue os números da operadora, Ferreira afirma que este mês de agosto a empesa registrou o seu melhor resultado desde a criação, sem considerar as novas cidades adquiridas. “Estamos crescendo trimestre a trimestre. A receita cresceu 30% esse semestre”, comemorou o executivo, que atribuiu à equipe de mais de mil funcionários e ao portfólio de serviços esse

desempenho. Mas há um número que Ferreira divulga: a operadora já investiu (seja da construção de rede ou na aquisição de provedores (essa é a segunda compra anunciada este ano) R$ 250 milhões. “Temos mais para aplicar”, afirmou.

Ferreira disse que, a concretização de uma aquisição de ISP demora uma média de nove meses para o cumprimento de todas as etapas das diligência, mas assim que é concretizada, a integração das plataformas é mais rápida.

Além de comprar operações já estabelecidas a Vero amplia a sua própria rede. Inicia esse mês a operação em quatro novas cidades no interior de Minas Gerais, passando para 53 cidades, e está concluindo a construção de seu próprio backbone, que vai ligar Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Até o final deste ano, explicou, 100% do tráfego da Vero estará nessa rede de alta velocidade estadual. “Com isso, poderemos ampliar nosso portfólio de serviços”, disse Ferreira. O ticket médio da operadora está hoje no valor de R$ 110 por 250 Mbps, com entrega de Wifi nas residências e conteúdos de audiovisual por streaming.

Ranking

Com esse movimento, a Vero internet consolida-se como o segundo maior operador regional de banda larga fixa, atrás somente da Brisanet, que continua atuando em voo solo, sem mudança de controle acionário. Ferreira afirma que continua a olhar com atenção todos os movimentos do mercado – o anúncio das redes neutras das incumbents, o anúncio de leillão da 5G da Anatel – para potencializar os negócios.

(Fonte: MIRIAM AQUINO ) - 17/08/2020
Startup de benefícios Caju recebe aporte de R$ 13 milhões

Durante a pandemia, a empresa deu um salto de 150 clientes em abril para 400 hoje; serviço reúne diferentes benefícios para o funcionário em um só cartão

A startup Caju, dona de uma plataforma para gerenciar benefícios a funcionários, acaba de receber um aporte de R$ 13 milhões liderado pelo fundo Valor Capital Group, pela Canary e também com a participação de Ariel Lambrecht, fundador da 99 e da Yellow. Com crescimento acelerado durante a pandemia, a startup, que atendia cerca de 150 empresas em abril, já tem hoje 400 companhias clientes, entre eles startups como Loft e Pipefy — ao todo, a Caju atinge indiretamente 15 mil funcionários atualmente.

A ideia da Caju é facilitar o uso de benefícios por funcionários. Por meio da plataforma, o usuário consegue direcionar parte do dinheiro que ganharia de vale transporte para o vale alimentação, por exemplo. É possível também ter acesso a diferentes categorias de benefícios, que incluem academias, por meio do serviço da Gympass, e até assinatura de plataformas de streaming como Netflix.

Além disso, todos os benefícios são concentrados em um único cartão, de bandeira Visa.

A pandemia deixou escancarada essa necessidade de um cartão de benefícios com aceitação global, e que ofereça flexibilidade para o usuário. Poucos vales-alimentação são aceitos online", diz Eduardo
del Giglio, presidente executivo e fundador da Caju. "Por conta disso tivemos uma explosão de demanda". Para sustentar seu modelo, a startup fica com uma taxa repassada pela bandeira Visa a cada compra.

Com os novos recursos, a Caju pretende dar suporte ao seu crescimento e também trazer melhorias para o produto — aqui a ideia é principalmente facilitar as operações na plataforma, desde o cadastro dos funcionários até os pedidos de usuários, deixando-as mais automáticas.

Com o crescimento acelerado, o maior desafio para a empresa tem sido dar suporte à entrega dos cartões e ao atendimento dos clientes. Atualmente com 20 funcionários, o plano é chegar a uma equipe de 30 pessoas até o final do ano.

No longo prazo, o plano é olhar também para outros serviços que possam ajudar a melhorar as interações entre a área de recursos humanos e os funcionários de empresas. "Ainda não sabemos exatamente onde vamos atuar, mas uma oportunidade é a parte de previdência e consignado", afirma o fundador da Caju.

(Fonte: Giovanna Wolf) - 10/08/2020
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Sobre o Portal da 25

O Portal da 25 foi lançado em 01 de maio de 2001, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua 25 de março no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para área pessoal e doméstica.